arquivo

Arquivo mensal: julho 2010

Um coração aberto e um sorriso sem fim
O desespero de bem não saber e só ser
Uma amargura doce e silenciosa
Por meio de minhas mãos um caminho
Em cada chegada um novo desejo
Ser e estar no meio de um começo sem fim
A via-fuga e o espelho retrovisor
O sim e o não de cada dia sem talvez
Palavra muda… e muda a cada sentença
Uma chance, uma carta, uma dívida
Mesmo quando tudo é apenas isso
Rasa esperança de poder acreditar na mentira
E a doença é a mesma cura que vacina
Vacila entre cada uma das minhas escolhas
Hoje eu encontrei o boticário de toda alquimia
“Uma cascavel preparando o bote…
O bote… o bote… salva-vidas”
Ponto final de uma página em branco
Aspas de uma boca trancada e amordaçada
Vontade de dizer palavras não escritas
Nada vaga na língua que cala e não se desata
Finda o dia e estende-se a noite sobre o varal
Arca onde se guarda um repertório de máscaras
Já não sinto nada… apenas o normal!

Anúncios