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Arquivo mensal: agosto 2011

É preciso tomar um banho
Limpar a casa, correr e continuar
Que o resto vem, que o resto vem…
É preciso viver e deixar viver
É preciso perceber e tentar entender
É preciso sorrir e aplaudir
Se for possível seja preciso
Seja honesto, seja vivo

É preciso lutar com fé
Trocar de roupa, cortar o cabelo e respirar
Que o resto vem, que o resto vem…
É preciso lavar a alma, cantar e viajar
Sua vida passará muito rápida se você não amar
Se você errar e não tiver coragem para reconhecer e acertar
Se possível seja breve, seja leve
Seja honesto, seja bravo, seja livre…

E o resto vem… o resto vem…

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A estranha sensação. E o oceano cantando um novo horizonte. E se perde a razão. Palavras desmedidas desfiguram esta efígie. A lembrança maior que a verdade. Já é tarde para ouvir o silêncio. O estranho reflexo. Mergulhando o coração na fonte da razão. Simulacro desfigurado neste espelho quebrado. Uma contínua e única voz reverberando em cada segundo. O concreto se dissolvendo pela força do abstrato. O último suspiro antes de seguir o caminho que foi mostrado. Olhos que agora se abrem para ocultar. Você aqui estendendo a mão para me guiar por uma nova escolha. Clichê desnecessário! Pois não se empurra uma carroça para os lados. E existe um abrigo em tuas palavras. Verdade é verdade não existe metade. Em teus braços posso descobrir e descortinar o fim dos meus anos invernosos. E a tormenta ameaça terminar. O último degrau deste ministério. O sangue bombeando venenoso. A libido exalando e alimentando fogo poderoso. Pois a tempestade não pode ser maior que este sol. Ele insiste em nascer de novo. Como olhos podem refletir o céu de uma aquarela azul que não cabe em molduras. E o infinito é muito despretensioso. Caminho de um sábio que se julga louco. O mapa desenhado por um cego e o destino se mostrando outro. O frio que conforta o coração trincado e tenebroso. E a paz chega ao horizonte sinalizando dia novo. Eu que nunca soube esconder certas verdades me condenei por falar por este coração pequeno e poderoso. E o fiz por saber que estava ao meu alcance algo tão precioso. E não há atalhos. As portas estão fechadas… Segue agora um novo caminho de luz. Único e singular. A resposta mora aqui em mim. Eu não preciso mais aguardar. O dia veio e levou o que se esperava. Eu me presenteei para sorrir assim de novo. Pois as rosas nunca serão menores que os espinhos. E a verdade não precisa de tempo para se fazer valer. Ela pode estar oculta, mas ela não é nunca aquilo que a gente não sabe viver…