De Quando As Estrelas Sonharam

Eu vejo um deserto vermelho se pôr. Um mar azul até o horizonte silencioso. Aqui, onde as estrelas são estranhas. Aqui, sobre as montanhas dos ermos do oeste. E sobre os pastos vão manadas quase atoladas em brejos ainda rasos. E laço e brisa e relva. O dia findado na ilharga das coisas que deixamos acontecer, até deitarmos nosso olhar sob a escuridão das pálpebras. Acordados ainda no outono da primavera. Do outro lado deste, ali no sonhar. Aqui onde o arco de pedra nos cobriu como a couraça de um dragão. Descendo a colina, cavalos domados. Teus cabelos voando, abraçada ao meu lado. Quero uma pintura para descrever tantas cores em um céu desconhecido por tantas vidas. Ainda são essas risadas que se misturam. E foi o firmamento que se calou para sussurrar as estrelas que te mostrei. Nas terras de um senhor que se pôs. Onde vivemos esta juventude até o cair das horas. Ouvindo o ronco do mar e o sibilar da brisa viva em melodia. E as estrelas nos invejaram quando nos amamos sob o véu da neblina em uma praia… a muito… a muito esquecida…

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