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Arquivo mensal: maio 2012

Minha xícara. Minhas contas. Minha cama. Meus livros. Minhas músicas. As notas no violão. A luz da TV. Este abajur. O domingo. A praia. “Mesa pra dois? Não, pra um”. Vodka, por favor. Um copo com gelo derretendo este calor. O barulho do meu pensamento pela madrugada. Andando por ruas sem esperar. Celebrando coisas sem compartilhar. Sem olhares testemunhas. Sorriso sincero. Palavra pensada. Perdido no tempo até o sinal abrir. Não fui surpreendido por algum acaso dessas linhas espalmadas. O mundo que é meu e o desejo de ceder. E as pegadas podem ser outras além das minhas. Boas ofertas por ser sincero com estas palavras. Peço! E tantas coisas são distorcidas. Peco! E confesso que nunca fui de mármore. Vontade de não escrever certas linhas. De não conjugar alguns verbos. Mas esta alma não para de captar e refletir certo silêncio. O que é só meu. E coisas tão suas me fazem pensar. Horas de leitura. Às vezes uma lágrima que precisei ver secar. Até o sono bater na porta… entrar… me enrolar…

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Quando veio a brisa na rua naquela esquina
A fumaça de um bar e o aroma de frescor
A luz cinza azul da noite e da lua e da chuva e da rua
O frio dobrando o meu corpo e o torpor
A última badalada das horas na torre alta
O gelo se misturando com este calor
E vontades inebriantes no frio de um deserto
No calor de uma noite menor que a lua
Eram as estrelas invejando as luzes da cidade
Veio silhueta caminhar em reflexos por ruas solitárias
De mãos que se deram por acaso das vontades
Ascende um fogo vivo novo no coração gelado
As badaladas compassadas em escalas de verdade
Meia noite no segundo que por algum momento foi antes
O clarinete o sussurro os sinos e a ternura da tempestade
A noite inteira falando sem palavras o que os olhos já dizem
Eu quero congelar o calor deste momento
Eu quero a meia noite a noite inteira… com o teu abraço… sem o laço do tempo…