Nós Tivemos O Hoje

Foi como caminhar sem se importar. Da parada de ônibus partia um sorriso pela janela, um olhar sincero cruzando a avenida. E ele seguia pela calçada esbarrando em objetos imaginários, tropeçando e caminhando e parando… feito Carlitos, andar engraçado, trejeitos espontâneos, não ensaiados. Um palhaço sem platéia que se importe. Apenas os olhos que brilhavam do outro lado, pela janela do ônibus. Até se derramar em gargalhadas por ele se esbarrar no mesmo poste, todas as vezes, o mesmo poste… como se fosse a primeira vez. Era tudo que ele precisava: ver aquele sorriso. Foi a última vez que ela o seguiu com os olhos até desaparecer no final da avenida. E Carlitos nunca mais fez sua graça. Talvez seja o momento de perceber que certas coisas são especiais o suficiente para serem lembradas com carinho. Independente do amanhã, nós tivemos o hoje…

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