Quando Novembro Chegar

Quando as luzes do hanamachi acenderem estes olhos
Toda noite será a esperança de quem sabe ver o sol chegar
Uma maré de pensamentos que encontro quando acordo
Beijo guardado em segredo, vontade que te faz respirar
Um círculo sem curvas, barco embriagado, acaso planejado
E o destino é um mapa desenhado por um cego
Cada pedaço de sorriso na ternura de um abraço
Por um futuro-mais-que-perfeito que escrevi no pretérito
E brisa, e laço e vida… sem perder a ternura jamais
Esqueci que é mesmo tudo isso a vida…
Brilho nos olhos… pelo retrovisor sem olhar para trás
É que o futuro é um passo que já começou
E termina nas escolhas que você nunca fez
Encontramos novas flores sob as pedras do caminho
E a certeza de que o destino é apenas um talvez
No meio da noite, no meio da festa, ao meio dia
No banco da praça, na fila do cinema, no meio da corrida
Na música que toca pela sala, nas palavras de uma amiga
No beijo da madrugada, no abrigo de um novo lar
Enquanto eu cantava e entendia o coração
Enquanto eu sorria e conversava
Enquanto eu estudava, falava, ouvia… escrevia estas palavras
Na fila do supermercado esperando minha vez
As pontas soltas de um laço que desatei
A doçura do fogo e tudo aquilo que vai nos afogar
Quem me vê sempre parado, distante, garante que eu não sei sambar
Eu tô sabendo, sentindo, vivendo e nem sempre posso falar
Tô me guardando pra quando novembro chegar…

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