Desfragmentar

Foi no meio de um dia cruzando a faixa de pedestre. Foi no meio do ponteiro que apagou os últimos segundos das 16. Era quase sol. Era quase chuva. Mapas mentais entrelaçados sobre as últimas coordenadas da semana. Mapas astrais mergulhados em constelações de algum faz-de-conta. Melhor eram as cores amargas do cinza-mundo-real que respirava. Da alucinação de Belchior. Sem teoremas nem paradigmas. Sem toda a falação despretensiosa de um discurso raso. Intelectos ameaçados pela timeline. É uma hashtag: mãos ao alto! Eu cruzei algumas ruas para o lado. Era a pausa sagrada para não respirar as notícias. Era a busca por um momento no-hi-fi-low-profile. Para mergulhar no ritual de cada-um-de-nós. Era café e silêncio. Eram cinco minutos com óculos embaçados. De olhares perdidos. De rascunhos imaginários. De checklis-esquecidos. Era encontrar o que poderia. E ter certeza do que precisava quando não pensava… e só sentia…

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