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Arquivo mensal: setembro 2013

O vento sibila pela janela da tua casa. Cortina assombrada de brisas. Teus olhos acompanham um sorriso. Era o meu rosto sem graça. Sujo de graxa. Enquanto você me limpava. Cercados por uma luz naquele instante. De quem nos acompanhava. Uma trança em seus cabelos. Vestido de sol e flor. Precisa de pouco. Uma música. E a gente dança na sala. Era visível. As coisas que nem sempre estão nas palavras. Era um sorriso. Volta e me beija. No fim do lance de escadas.

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o vento leva
a brisa espalha
eu olho calado
sozinho no cais
era estranho
sussurrar
o que não soube
estava preso
no meu olhar

Eu dancei tango
Não lembro cada passo
Era meio xeque-mate
Era meio atravessado
Eu andava em círculos
E dançava engraçado
Era motivo de risos
Era meio quadrado
Eu dancei tango
Não lembro de que lado
Era meio que isso
Tinha vinho no intervalo
E a noite chegava
Uma taça a cada passo
No fim daquele dia
Era o rei do salão
De chapéu em punho
Pulsado con el corazón
Feito barco embriagado
Noite tarde que amanhecia
No meio de uma roda
Que não cantava, mas aplaudia
Eu dancei tango
Mas dancei o tango errado
Não lembrava que esquecia
Oito passos de cada lado
Quatro garrafas de vinho
Três horas da manhã
Duas notas de acordeom
Um compasso no divã
¿Dónde está el amor?
Café puro?
Com açúcar… por favor…