Menina Do Quarto Azul

Quando o barco estava em alto mar. Foi onde mergulhamos. Aquele recife da cor do céu. Acordamos. Viveríamos uma vida cheia de sabedoria. Ouvindo a chuva lavar as nossas almas abraçadas. Cansadas. Doce e leve espírito. Cheia de ternura. Você sempre foi essa criança. Que sorriso eu perdi? Que palavras eu não soube dizer? Sobre as minhas mãos o peso de escolhas desenhadas. Rabiscadas. Quase apagadas. Aquela brisa não pode voltar? Quando as estrelas eram capazes de beijar os meus olhos. Naqueles quadros sem foto que você colocou na parede. Uma vontade de pintar os momentos que sonhei. Que ternura pode ser mais linda que o teu coração? Que vestido pode ser mais branco que o teu? Feito de algodão. No seu sorriso eu guardei uma verdade. Que a vida é cheia de mistérios. Mas as tuas certezas sempre foram maiores. Dia leve de braços dados pelas horas do sol. Nas páginas de um livro que saboreamos. Desejava uma máquina capaz de atrasar as horas do mundo. Antes que fosse interrompido por fogos de artifício. No sussurro dos nossos destinos guardados. É que sonhamos. Mas acordamos humanos. Talvez fosse por um futuro-mais-que-perfeito. Eu queria um pouco daquela sabedoria. Mas só sei sentir e pensar. O que me resta? Vou pintar então as paredes do meu quarto… da cor do teu céu… da cor do meu mar…

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