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Arquivo mensal: maio 2015

Tu. Fizeste questão de deixar pegadas neste deserto. Elefante azul. Tu. Caminha nestas nuvens pálidas de um céu antigo. Nu. Respira neste traje espacial litros de ar comprimido. Sufocado. Esbaforido. Dentro de um relógio. Roda como um esquilo. Cru. Descama esse coração arqueado. Amanhã. Teu futuro arrasta uma âncora do passado. Essa certeza. Te despe em carne viva. Na borda da taça cheia. Um. Que dois eram terços. Quem sabe conjugar? Um futuro-mais-que-perfeito. Tu. Aquele antigo marinheiro. Perdido entre páginas. Era esse o teu desespero. Nem a brisa, nem o mar. Nem o tempo foi o mesmo.

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