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Arquivo mensal: outubro 2015

esse azul que caiu no chão
não desbota, não se vai
esse varal de janelas
quem me viu passar?
dançando contra o vento
muda pra lá, muda pra cá
esse azul que subiu
subiu bem de-va-gar
eu era esse ali que vem passar
esse aqui sou ele que te viu
quem sabe sonhar?
quem sabe acordar?
esse azul que caiu no chão
não desbota, não se vai
vai navegar, vai navegar
naquela varanda sentado
era café
não era chá
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a cada dizer que escrevo que disse escrevi
em cada palavra que lacei disse sentir
cada silêncio que me disse eu ouvi
em cada vinho que bebi virei vivi
para cada dia dito para cada um que cala
fala mais que cada palavra que nada muda
surda a b surda
fala mais quando cala
fala cada palavra que dita e depois?
apaga
de-sar-ma-se
de-sa-ta-se
mais-que-perfeito
o pretérito é absurdo
quase aqui
no futuro
para cada dia dito em cada um que fala
cala mais que todo silêncio que muda nada
surdo a b surdo
a cada dizer que escrevo que disse aqui
em cada palavra que sussurrei
nos teus ouvidos
falei pra ti
nada disso
nada disso
eu esqueci