Montaigne

eu parei alguns minutos para parar de parar que comecei
que onde você acorda tua voz rouca é o frio da pele
olha colhe essas flores que caem pela janela de quem vive
essa tua cabeça é madura para pensar com o coração
e sem os julgamentos baratos e fáceis que estou farto de ver
infarto por saber que não sabem antes de falar que sabe
que nada disso é algo capaz de desenhar alguma coisa
que dirá que é verdade de uma parte que não cabe (o que te cabe?)
esses olhares falidos de corações pequenos que não batem
verdade é verdade, não existe um parte, não existe metade
mas escolhe sempre isso aqui que faz de uma parte
e se parte por não ser inteiro como ministério teu
o que bate é um caixa ôca de olhos que têm sede
porque era ele, porque era eu

o respeito ao indivíduo é duvidoso quando não suporta
algo diferente do teu mundo. este que te fez pensar que era tudo.
conheces apenas o que te apresentaram. sobre muito.
pois fez do teu riso uma reprise previsível
são as mesmas coisas tuas que envelhecem novas.

algo sobre Montaigne (1533-1592)
Parce qu’était lui, parce qu’était moi

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