Cidades Feitas à Mão

Azul no céu escuro das cidades feitas à mão. Deitados chegamos e partimos para flutuar. No céu da boca que engole o mundo. Nossas vidas desfragmentadas se espatifarão. Cada palavra dita mata. Que tu some e se desfaz em todas as tuas pegadas. No céu escuro um azul que dissolve o vermelho. Aqui nós estamos. Toda luz te acorda? Aquela que mergulha. Na lua que descia. A mesma que o sol amanhece. Quando dormia lembrava. Quando acordava esquecia. Mãos de extinguir espécies. Mãos de acelerar partículas. Nas cidades que são feitas. Aquele que somos nós. Que nós damos? Em nós que somos. Em cada um dos nossos que nós sonhamos. Adormecemos cada despertador. Aguardamos o seu toque. Acordamos com o seu furor. No céu da boca que engole o mundo. Nossas vidas desfragmentadas se espatifarão. Aqui. Nas cidades feitas à mão.

Toda luz te acorda?
Meus olhos precisam do escuro
Toda escolha ou sorte?
Meus pés… eles sentem o norte… eles pisam o mundo…

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