Era Quase Azul

Era quase azul
Pelo oceano até a praia
Era quase um blues
Aquilo que a gente cantava
No mar até naufragar
Aquele farol de pedra
Nos confins de um horizonte
Ninguém sabia o que era
A luz azul do fim
O frio fim do azul
A cruz do sul ali
O sim de dois era um
Quem sopra a brisa?
Branca pluma leve vida
Aquele céu era quase azul
Aquele que nos faz feliz

(…)
Onde as estrelas são estranhas
Um verde da atmosfera anil
Narra aqui o fantasma de um navegante
De onde? A gente não sabe se existiu!

“Cada mastro uma flecha partiu. Veio do céu um furor azul. Ziguezagueando até nos alcançar. Bateu contra o mastro principal. Pulverizado pela fúria de uma tempestade. Éramos caçados por alguma augura celestial. Aquele Senhor nos condenava ao derradeiro naufrágio. Estaríamos juntos até batermos contra o fundo do pacífico. Brandei pelas almas que eram minhas. E contra o céu eu lancei o meu grito. Outra lança do céu, e toda sorte perdida. A bujarrona inflamava como o sol. E o Senhor não revelou os seus mistérios. Aos poucos uma pálida esperança fulgurava. Um farol… um farol de pedra azul…”

Era quase azul
Pelo oceano até a praia
Era quase ao sul
Aquilo que de longe brilhava
No mar até naufragar
Aquele farol de pedra
Nos confins de um horizonte
Ninguém sabia o que era
A luz azul do fim
O frio fim do azul
A cruz do sul ali
O fim de dois era um
Era quase azul
Era quase azul

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