arquivo

Arquivo mensal: abril 2017

– Ainda nos resta um tempo, certo?
– Sim, um pouco mais.
– Que tal uma história?
– Uma história? – Disse levantando seu corpo e abraçando os joelhos.
(…) 

cetaceo

Ouvi uma voz dentro da brisa: tuas mãos são fortes, teus passos serenos. Quem fez este coração? Quem o lapidou? Fez este para cruzar oceanos. Mergulhado em mares profundos de calmaria. Está na tua voz. Ouça. Está no teu corpo. Sinta. Quando nasceu e morreu para voltar. É tão grato o teu sorriso. Teu corpo vibra e ilumina. É quando acende as chamas sobre o que sentes. Sinta o que os teus dedos tocam, o que o coração diz já saber. A gratidão perfuma tudo ao qual se dedica. Tudo por ti feito, tudo que por ti é dito em silêncio e respeito. Quem vê a ti perceba, perceberá o teu amor. Como sonhou os teus sonhos? Como os fez realizar? Como cruzou o oceano? O que te faz desistir ou acreditar? Quem te abraçar perceba, perceberá o teu calor. Não se pode fingir um pensamento. Os sentimentos que ardem em ti. Sonha como a cachalote onde pode sonhar. Quando é raso tu sentes, quando é profundo consegues mergulhar. Naquele domingo. Na estrada que te espera até o sol desmaiar. Para que tudo fique bem, pleno e completo. A cada dia e noite em que a vida segue para ser nova. Agora escolhe viver pela compreensão do lugar certo, das ações certas, dos sentimentos certos. Disse uma voz dentro da brisa. Você está sorrindo a sua paz. Tuas mãos são serenas, teus passos são fortes. Já fostes longe nesses mares. Não há nada que seja pelo acaso. Reina dentro da tua respiração, invade cada célula. É a lei natural que não se pode impedir. Então faz da tua luz uma escolha sempre certa. E sorri. Respire quando chegar à superfície. E deixe a brisa te inundar, num mergulho para ver e sentir a verdade que vem com o sol… num mergulho para respirar.

“São apenas os sussurros que ecoam nos teus olhos e em cada sorriso que gentilmente dá ao mundo. No alto da escada, no teu castelo de proa. Colhe as estrelas no céu da tua boca. Olha para o grande azul que mergulha até a barra do mundo. E sente o perfume da vida? E sente o calor do dia que vai nascer? Faça jus a tua alma franca e clara que vibra e ferve. Bravo, livre, brisa, breve. Veio ver o sol para nascer também. Mata essa vontade de viver! Aqui! Onde o mar desemboca, no fim de todas as coisas.” (…)

“Parce qu’était lui, parce qu’était moi”
Montaigne.

Anúncios