Lampejos

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O tempo é como o silêncio de um olhar. Ele está nas palavras escritas em branco. Como pensamento gentil que sorri. E volta. Como reflexo que deseja o bem sempre está. Nestas pessoas de cores simples a efígie de uma viva alma. E lampejos. Quando interrompido por fogos de artifício. Um deserto azul dentro das mãos. Pela janela que voa não sabe aonde vai. Agradecido por ouvir tão íntimas confissões. Nas cores das bandeiras que flamejam cada alma. Sou eu quem abotoa os meus botões. Na rua de um passante que desfila tua inocente vida. Ele não precisa saber. E respiramos o caminho e seus sussurros. Certos de uma imensidão particular. Somos partículas no acaso de um movimento. Nas linhas de um mapa desenhado por um cego. Na encavogravura dos nossos rostos tecidos. Es-cul-pi-dos. Sorrimos. Nos temperos que guardamos para um jantar. Vai chover, vai chover, vai secar. Dentro das memórias de uma sala. Nas varandas das casas. Nos varais dos quintais. Eu sou este aquele que dança dentro de uma coroa. Na esperança que acorda o sol dentro do mar. Pela rua das flores de um só-riso solto. Um círculo sem curvas. Um abraço para respirar. E tudo é um lampejo de silêncio. Aqui em nossas redes ouvindo a chuva tilintar. São os olhos que se abrem para sonhar.

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