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Arquivo mensal: maio 2018

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André Malraux estava perdido em seu salão. Entre as páginas de uma vida que ele soube perfumar. Poucas pessoas são tão doces assim. Gentil como as cores do vestido que você pintou. Nesta crônica aqui. Aquela de outro dia. Não é? Tua voz nunca faltou com a graça que tem. No sotaque que sussurra. É de uma certeza absoluta. Foi então sob a luz serena que dançamos para nunca mais falar. E você cantava Diana Panton antes de dormir. Assim, aqui, ali.. a vida deixou de ser aquilo. O que era ela? Aquela. Pois então. Do you black? Blue. Não é a palavra de querer explicação. Que pouco uso de cada letra. Fazer disso uma forma de quê, para quê? O museu do infinito tem quatro paredes. Não cabe em lugar algum esse devaneio. Mas olha então. Eu não vou dizer o que não é imagem. Antes por isso não ser linguagem. Não cabe. Foi pela janela que encontramos quando olhamos por aqui. Por aquela mesma escada pintada por ele. Não é a outra mesma vida que nunca mais verá. Aquela de outro dia. Tudo que foi do presente que o futuro fez ser será. Mas então André Malraux estava perdido em seu salão. Entre as páginas de uma vida que ele soube contar.

Tu sais, je vais attendre
J’ai protégé ton nom

 

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