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Arquivo mensal: janeiro 2019

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Entre todas as páginas escritas. Essa última que não diz. Quantos anos duram um sonho? O que escolhe escrever sob tuas pálpebras? Para lembrar de acordar todos os relógios dos teus sonhos. Em cada uma das tuas mãos que não alcança a outra. Por mais que sonhe essa vida. Éramos dois corpos perdidos dentro do outro. Entre todas as palavras que eu já escrevi, que eu já apaguei, que eu já vivi. Entre todas as letras que eu disse dizer. Quem fala de nossas vidas? Quem fala por nós quando batem à porta? Eu pouca coisa soube mais clara que a luz. E vi. Mas quando acordei, esqueci. Eu pouca coisa esqueci de apagar. E li. Mas preciso dormir para lembrar. Correndo contra o verão do sol, do inverno polar. Eu nunca mais falei que morri minhas certezas. Eu, sobre o leão que cavalguei. Eu, que nunca mais soube em que dia acordei. Quando estive dentro de ti, quando sonhei e amanheci. Que palavras eu nunca falei? Que palavras eu esqueci?

Algumas coisas eu nunca disse pra mim.
E tu? Que estrelas pode ver? Que palavra não ouviu de ti?

Mede o que é mensurável e torna mensurável o que não o é.
Galileu Galilei

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