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Arquivo mensal: setembro 2015

Foi quando chegamos às portas daquele horizonte. Sentimos o perfume da terra molhada, enraizada até o céu que desmaiava. Pela estrada vendemos nossas armas ao caçador de Belmonte. Um olhar distante tocava as montanhas borradas. Éramos os primeiros a repousar sobre aquelas terras ermas. Homens de cores simples. De mãos fortes. Bravos corações gentis. Filhos de marinheiros, camponeses e reis. Estes que ouviram os primeiros dias. Foi quando chegamos. Aqui. Onde as estrelas são estranhas.
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